Tigres asiáticos

 Na década de 80, países asiáticos começaram a mostrar uma crescente e forte ecônomia e também com grande influência mundial. Tal grupo de países é denominado Tigres Asiáticos.
 Os países que faziam parte eram Hong Kong, Taiwan, Singapura e Coréia do Sul. Tem como caracteristica uma economia agressiva e usaram táticas elaboradas para atrair capital estrangeiro, por meio de insenção de impostos, mão-de-obra barata e baixos custos para a instalação de empresas.

 Influência: Para que houvesse um estímulo economica e de criação de um forte mercado na regiãodo pacífico, estes países tomaram como influência o Japão, já que o mesmo vinha e todavia apresenta uma forte economia tornando-se uma potência.


 Desenvolvimento consequente: Com a criação deste mercado, alguns países deste grupo tiveram um grande desenvolvimento, principalmente a Coreia do Sul, que na época antes de 1980 era um país frágil economicamente e socialmente, e com este avanço, hoje apresenta alta taxa de renda e de um alto nível de IDH. Países como Taiwan, participante do grupo, seguiram a influência mas com menor sucesso.
De 1980 para 1990: 
As exportações chegaram a 202% do PNB, em Singapura e em Hong Kong, chegaram a 135%.  Apopulação atingiu um alto nível de alfabetização e uma significante melhora no IDH. Suas economias giravam em torno de construção naval, produtos textêis e elétricos, e na área da petroquímica.
O maior avanço ocorreu em Hong Kong, apesar das desvantagens deixadas do colonialismo pela China.

Economia: Adotaram uma economia de exportação, produzindo qualquer tipo  de produto que podia ser exportado com foco na área eletrônica. Além de tudo pensavam que a educação aumenta a produtividade além de aumentar a capacidade do trabalhador e abrir novos tipos de mercado.


Jonas
Nicolli
Menin

Os desafios da Russia


  • Principal herdeiro da ex-União Soviética, lida com o encolhimento de sua população

A população Russa está envelhecendo


 O declínio acentuado da população russa poderá ter graves consequências nas áreas econômica, de defesa e ameaça o crescimento do país na próxima década, segundo a opinião de especialistas ouvidos pela BBC Brasil.








  • População da Rússia pode cair um terço até 2050

De acordo com Sergei Zakharov, do Instituto de Demografia da  Higher School of Economics, em Moscou, a Rússia de 2020 estará sofrendo os efeitos da redução da sua população. 
Em 2015 a Rússia já poderá ter oito milhões de pessoas na força de trabalho a menos do que tem hoje e, no Exército, a redução poderá ser de até um milhão até 2050.
     
  "Os números são assustadores", diz Zakharov.

     
Um estudo patrocinado pelas Nações Unidas e divulgado ano passado por especialistas em demografia mostrou que a população do país poderá encolher dos atuais 142 milhões de pessoas para 100 milhões até 2050.


  • Natalidade e Mortalidade

Dois principais fatores explicam o declínio da população russa. O primeiro são as baixas taxas de natalidade registradas ao longo das últimas décadas, uma tendência observada em muitos países europeus e agravada na Rússia pelas dificuldades econômicas dos anos 90, quando o país sofreu a transição do comunismo para o capitalismo.
 
O segundo fator é a alta taxa de mortalidade, principalmente entre os homens em idade reprodutiva.

 De acordo com dados oficiais, o número de mortes superou o de nascimentos em 12 milhões de 1992 a 2007, uma perda compensada parcialmente pela chegada de 5,5 milhões de imigrantes no mesmo período.


  • Impactos
O encolhimento da população pode ter diversos impactos na economia russa. Economistas estimam que a redução da força de trabalho possa resultar na queda da produção econômica, causando um impacto direto no Produto Interno Bruto (PIB) do país.
      
Uma população em declínio também poderá afastar investidores internacionais, interessados no potencial do consumo interno.

      
 A previdência social também poderá sofrer com a crise demográfica, afirma Jaeger.

 Ainda segundo Jaeger, em termos demográficos a Rússia está na pior posição em relação aos outros países do BRIC.


Ele detalha que na Índia a população vem crescendo rapidamente, enquanto na China a força de trabalho continuará expandindo até 2015, data a partir da qual a população começará a envelhecer, mas não deverá declinar. Já o Brasil, segundo ele, se beneficiará de um aumento de 20% na força de trabalho até 2025.


"A Rússia, infelizmente, poderá sofrer um colapso populacional", acredita.


  • Soluções

Para tentar reverter o declínio da população, o governo vem oferecendo, desde 2006, estímulos financeiros para famílias que decidirem ter o segundo filho.
       
A estratégia teve resultados imediatos, com aumento de 130 mil nascimentos de 2006 para 2007. Para Sergei Zakharov, os resultados são temporários e serão seguidos, segundo ele, por uma "queda catastrófica na taxa de natalidade".

      
Outra estratégia do governo é estimular a imigração. Em 2006, o governo do ex-presidente e atual primeiro-ministro, Vladmir Putin, implementou um programa que visa a atrair para a Rússia imigrantes de etnia eslava que falem russo.

       
O presidente do Centro de Pesquisa sobre Problemas de População, da Universidade Estadual de Moscou, Valery Yelizarov, teme que a imigração cause tensões sociais na Rússia.


Nicolli
Luis Felipe
Nicolas

Mensalão

 O que foi
 Foi um esquema onde eram realizadas compras de votos na câmara dos deputados. Tal escândalo ocorreu no mandato do ex-presidente “Lula”, na qual o evento foi considerado a maior crise da época no governo.

A Denuncia
 No dia 14 de maio de 2005, foi divulgado um vídeo onde Maurício Marinho (ex-Chefe do DECAM/ECT) recebia vantagens, para financiar compra de votos parlamentares. Além disso, no mesmo vídeo, Marinho diz que Roberto Jefferson é o organizado por trás do esquema.
Roberto Jefferson (deputado federal), sentindo-se ameaçado, expõe a mídia, em detalhes, informações do esquema em que participava, alegando que parlamentares da "base aliada" recebiam uma “mesada” de R$ 30 mil para dar apoio ao Governo Federal. Os “mensaleiros”, seriam do PL (Partido Liberal), PP (Partido Progressista), PMDB (Partido do Movimento Democrático Brasileiro) e do próprio PTB (Partido Trabalhista Brasileiro).

Personagens
  • Roberto Jefferson: Deputado federal acusado por participação ativa, e também foi quem denunciou o tal esquema.
  • José Dirceu: Ministro da Casa Civil na época, suposto chefe do esquema.
  • Marcos Valério: Considerado operador do mensalão. Tinha como função arrecadar dinheiro junto a empresas estatais e privadas e em bancos, por meio de empréstimos que jamais foram pagos. 

Julgamento

Em agosto de 2007, o STF acatou a denúncia, e é considerado o julgamento mais longo da história. O relator responsável pelo julgamento foi Joaquim Barbosa, que de 40 réus condenou 38. Os condenados incluíram pessoas de alto cargo político como José Dirceu, Roberto Jefferson, Marcos Valério. Os advogados dos réus entraram, recentemente, com um recurso para substituir o relator responsável pelo julgamento, mas a tentativa foi frustrada.


Palavras do ex-presidente
O Presidente do Brasil em reunião ministerial em 12 de agosto de 2005 se pronunciou a respeito dos fatos: ..."Eu me sinto traído por práticas inaceitáveis. Indignado pelas revelações que chocam o país, e sobre as quais eu não tinha qualquer conhecimento"..."Não tenho nenhuma vergonha de dizer que nós temos de pedir desculpas. O PT tem de pedir desculpas. O governo, onde errou, precisa pedir desculpas".


Jonas Mercadante
Felipe
Eduardo

Países comunistas


  • China: Em primeiro de outubro de 1949 foi proclamada a República Popular da China, resultado de sucessivos anos de embates entre o campesinato e o Partido Kuomitang, de Chiang Kai-shek. Apesar de antigos desacordos, Mao Tsé-tung, então chefe supremo, procurou construir o socialismo chinês, seguindo o modelo soviético. Chiang kai-shek fugiu para Formosa, atual Taiwan, onde, com o apoio dos Estados Unidos, fundou a China Nacionalista. Em 1952, a reforma agrária foi concluída de uma forma geral em grande parte do país. 
  • Cuba: Cuba é o único país nas Américas de doutrina comunista. O país adotou essa ideologia em 1959 através de uma revolução liderada por Che Guevara Fidel CastroO novo regime fez a reforma agrária, distribuindo terras a pequenos produtores, e nacionalizou empresas. Milhares de cubanos descontentes deixaram o país.
  • Coréia do Norte: No dia 17 de dezembro, faleceu o ditador norte-coreano Kim Jong-il, vítima de um problema cardíaco. Entre 1910 e 1945, o território da Coreia esteve ocupado pelo Império do Japão, e essa ocupação só se encerrou com o fim da Segunda Guerra Mundial, da qual o Império Japonês saíra derrotado. A partir de então, a Coreia foi divida na altura do paralelo 38 N, passando a ser administrada pela União Soviética ao norte, e pelos Estados Unidos ao sul. 
  • Vietnã e Laos: Fizeram parte dos territórios coloniais da França no sudeste Asiáticos, na região conhecida como Indonésia. Países muito pobres, a história recente de ambos está marcada pelas consequências da Guerra do Vietnã (1959-1975), que devastou toda a região. 
Luiz Eduardo
Fernando
Caio

  

África

Corrida por matérias-primas
 Entre 2000 e 2012 ocorreu um crescimento na lista econômica mundial, onde encontra-se a frente os seguintes países: Gana, Zâmbia, Etiópia, Serra Leoa, Botsuana, Tanzânia, Angola, entre outros países da África Subsaariana.
—A África subsaariana é a região situada ao sul do deserto do Saara. Sendo a mais pobre e com os piores indicadores sociais do mundo, assolada por conflitos armados e doenças epidêmicas.Essa região é palco de uma disputa entre multinacionais, tendo como destaque os EUA, China e Europa. Tudo devido aos minerais preciosos e raros, além dos recursos energéticos encontrados nesta área.

Crescimento e Miséria
—A expansão econômica na África Subsaariana é um acontecimento extraordinário para uma região há décadas marcada por conflitos armador, ditaduras, doenças e pobreza.
—Ocorre em razão da valorização das matérias primas muito procuradas por grandes economias emergentes da Ásia, principalmente a China e a Índia, ainda pelos EUA e pelas nações europeias.
—O grande desafio da África Subsaariana é que esses recursos sejam usados para diminuir a miséria e melhorar a qualidade de vida da população. Isso significa reduzir a desigualdade de renda, melhorar os indicadores de saúde e educação, construir instituições democráticas e superar conflitos internos, muitos dos quais herdados do período colonial.
—Os conflitos ocorridos impediram a distribuição justa dos recursos de riqueza natural. Um fator que restringe os benefícios sociais do desenvolvimento econômico é a dependência de poucas commodities, como gás, petróleo, cobre ouro, diamante, algodão e cacau. A pauta de exportação de boa parte dos países esta concentrada em apenas um produto, como por exemplo, a Nigéria (petróleo).
—Cerca de 60% dos desempregados em todo o continente são jovens que não encontram ocupação. Isso provoca um lento crescimento do mercado de consumo de bens e serviço.

Duas Grandes Regiões
—Contando com termos geográficos e humanos o continente africano apresenta duas grandes regiões.
—       África Setentrional: De população majoritariamente árabe, que abrange seis países: Os situados ao norte do país e o Djibuti a leste.
     África Subsaariana: Onde a maioria da população é negra, com 48 países ao todo. A fronteira é situada ao sul do deserto do Saara, numa faixa semiárida conhecida como Sahel.
     Ambas as regiões possuem características um tanto diferentes. Alguns países do norte da África vivem desde 2010 a Primavera Árabe, que provocou a queda do governo e impulsionou reformas políticas. Já na maioria dos países situados ao sul do deserto do Saara também encontra-se a democracia, mas o fato o qual chama mais atenção é a transformação econômica. Devido a forte procura e as disputas entre diversos países. Em alguns casos ocorre o estímulo de expansão  dos países como a Angola por exemplo.

Cenários favoráveis
A fase atual da econômia gera uma maré de otimismo, que ganhou contornos especiais durante a Copa do Mundo de Futebol de 2010, na África do Sul, que é a maior economia do continente.

 - A África do Sul havia emergido do isolamento internacional após o fim do apartheid, EM 1994. No regime de segregação racial, mantido desde 1948 pela elite branca descendente dos colonizadores europeus, a população negra do pais nao podia votar nem tinha direito a propriedade da terra, vivendo em áreas segregadas. Desde a mudança a nação tem se tornado referência de regime democrático num continente em que proliferam ditaduras e golpes militares, embora a maioria negra nao tenha tido uma melhora de vida significativa. Em 2011, o pais foi encorporado ao grupo das maiores economias emergentes, os Brics, acrônimo para Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul. Porém o país permanece uma das nações mais desiguais do mundo, econômica e socialmente.
- Angola é outra nação com crescimento econômico em que a maioria da população vive na pobreza. É o segundo maior produtor africano de petróleo. Após o fim da guerra civil , em 2002, a econômia angolana torna-se uma das que mais cresce no mundo - em 2007, seu Produto Interno Bruto (PIB) se expandiu 23,4%. Há várias obras de infraestrutura no país. Contudo, o aumento do investimento estrangeiro por enquanto pouco ajudou a melhorar sua distribuição da renda e as condições de vida ali. Politicamente, Angola mantém as características de outras ex-colônias, que passaram por guerras de emancipação, como Moçambique e Zimbábue, e têm governos e partidos centralizadores, nascidos do processo revolucionário.


Retrato da Pobreza

—Os indicadores sociais da África Subsaariana ainda estão muito alem da media global, incluindo nações que a expectativa de vida não chega nem aos 50 anos, como na Republica Centro-Africana. Em outros países como Gana, África do Sul, etc., a pressão popular por reformas e estabilidade política resulta em mais investimentos sócios nas áreas de saúde e educação, mas essa mudança ainda esta em andamento e muito tímida.
—Fome e doenças ainda fazem com que 118 mil crianças morrem antes do quinto ano de vida, mas há duas décadas atrás, a proporção da África era de 165 crianças mortas por mil.
— DOENÇAS: A África Subsaariana é assolada por graves doenças resultantes da miséria, da fome e da falta de saneamento básico. A região apresenta a maior qualidade mundial de casos de sarampo, poliomielite e cólera, a segunda maior incidência de tuberculose, alem de ser devastada por malaria, AIDS que deixou pelo menos um milhão de mortos por ano desde 1998, de acordo com a ONU. E ainda também teve o maior numero de infectados pelo vírus HIV no mundo (23,5 milhões, 69% do total de 34milhoes de pessoas em 2011), mas a Unaides tem conseguido avanços significativos.

A maioria dos países é pobre
—A África é o continente com o maior número de países entre os menos desenvolvidos: 36 de um total de 46 listados pela ONU. O critério é a renda per capita e indicadores de saúde e educação, que compõem o Índice de Desenvolvimento Humano (IDH). Essas nações somam 60% da população do continente, estimada em 1,68 bilhão de habitantes em 2012.
—O Mapa a seguir mostrará os países com baixo IDH:
—O (PIB) dos 54 países africanos juntos somou 1,9 trilhão de dólares em 2011, menos que o PIB brasileiro. As 48 nações da África Subsaariana contribuem com1,26 trilhão de dólares, menos de 2% da economia mundial.
—A riquezas do continente:
—Principais áreas de exploração: produção de petróleo e gás, produção mineral, exploração  florestal.
—Principais recursos energéticos: petróleo, gás natural, urânio, carvão.
—Principais recursos minerais: ouro, prata, ferro, cobre, níquel, estanho, chumbo, zinco, manganês, bauxita, cromo, platina, diamante, outras pedras minerais.

Desastres Naturais
A  mais grave catástrofe natural que atinge o continente são as secas. As áreas mais afetadas são: o Sahel, o leste africano e as regiões do sul.

Em 2012, a seca provocou falta de alimentos para 19 milhões de pessoas em sete países no oeste africano. Um ano antes, a região do Chifre da África (Somália, Etiópia, Djibuti e Eritreia) e outras partes do leste sofreram a pior seca em 60 anos, que afetou 10 milhões de pessoas. A falta de chuva por dois anos foi mais grave na Somália, onde o flagelo agravou a matança da guerra civil. Milhares de pessoas morreram de fome e de doenças decorrentes da desnutrição. 


Partilhação da áfrica
Grande parte dos atuais conflitos na África tem origem na intervenção estrangeira no continente. Apesar de explorada pelos europeus desde o século XV, a África mantinha uma dinâmica social própria , com Estados, reinos e impérios autônomos. Porém, no fim do século XIX, as potências europeias iniciaram uma corrida imperialista para controlar as matérias-primas e novos mercados para seus produtos manufaturados. Para resolver os desentendimentos, ocorre a Conferência de Berlim e ntre 1884 e 1885. Nela, as principais nações europeias definem uma partilha do continente e criam fronteiras artificiais para suas colônias, sem levar em conta as diferentes tribos e etnias que vivem no território. Mantiveram-se independentes apenas a Libéria -  nação fundada por ex-escravos norte-americanos - e a Etiópia, antiga monarquia.
Após a II Guerra Mundial (1939-1945), o modelo colonial entra em decadência, e cresce a pressão para a independência dos países. Isso ocorre no cenário da Guerra Fria, em que EUA e União Soviética disputam a hegemonia no cenário global e buscam ampliar sua influência na região. Em muitos casos, o processo de independência transcorre pacificamente. Contudo, nações como Argélia (França),  República Democrática do Congo (Bélgica), Moçambique e Angola (Portugal) enfrentaram guerras durissímas para conquistar a autonomia. 
Criados artificialmente, os novos Estados carenciam de um autêntico sentimento de identidade e unidade nacional. Em pouco tempo, começaram violentas disputas pelo poder, sucedidas por golpes e ditaduras militares, que ainda marcam o cenário até hoje.
Alguns países patilhados:
- Somália
- Sudão e Sudão do Sul
-Costa do Marfim
-República Democrática do Congo (RDC)
-Nigéria 


Brasil amplia os investimentos na África
—Em Moçambique, o Brasil esta abrindo uma fabrica para a produção de medicamentos de combate a epidemia de AIDS. O Brasil esta emprestando cerca de US$ 150 milhões ao Quênia para a construção de estradas e aliviar congestionamentos de transito.
—O conjunto de projetos de assistência e empréstimos recentemente cedidos a países africanos demonstra as ambições brasileiras de projetar maior influenciam nos países desenvolvidos e aproveitar os crescimentos atrativos empresariais da África, aonde algumas economias vem crescendo rapidamente, ainda que certas porções do continente continuem a enfrentar a fome e a guerra. A ofensiva diplomática vem dando resultado em termos de comércio entre Brasil e África, que cresceu de US$ 4,3 bilhões em 2002 para US$ 27,6 bilhões em 2011.

Amanda Miron
Maria Fernanda
Natália Leite

Violência

 A violência apresenta-se ocorre por meio da tirania, da opressão e do abuso da força. Ocorre do constrangimento exercido sobre alguma pessoa para obrigá-la a fazer ou deixar de fazer um ato qualquer. Existem diversas formas de violência, tais como as guerras, conflitos étnico-religiosos e banditismo.

  •  A violência no Brasil: O poder público, especialmente no Brasil, tem se mostrado incapaz de enfrentar essa calamidade social. Pior que tudo isso é constatar que a violência existe com a conivência de grupos das polícias, representantes do Legislativo de todos os níveis e, inclusive, de autoridades do poder judiciário. A corrupção, uma das piores chagas brasileiras, está associada à violência, uma aumentando a outra, faces da mesma moeda
  • O estado de natureza: Um dos principais motivos do homem ser violento, é a natureza humana, que faz tudo para poder sobreviver. E segundo Hobbes isso pode ser resolvido com o pacto social, em que a violência é concentrada em um poder só, que puni qualquer outro indivíduo que rompa com o pacto social, praticando a violência.
  • Guerra: žA guerra é uma forma de violência, e uma das principais guerras que está acontecendo hoje em dia, é a guerra civil na Síria. žDois meninos mortos são
carregados por parentes 
desesperados, após um ataque
que também matou o pai deles
e feriu gravemente a mãe, na 
Faixa de Gaza, em 20 de 
novembro de 2012.



Guerra entre Israel e Faixa de Gaza
         Nesta semana completou os 65  anos da guerra entre os israelitas e palestinos, junto ao aniversário de Israel. Recentemente foram vividos 8 dias de caos nessa região, dias antes, tropas israelenses iniciaram os bombardeios, tendo como motivo oficial a reação ao atentado que explodiu um veículo militar israelense. Cerca de 170 palestinos perderam a vida, contra 5 israelenses.

Cesar Augusto
Bruno Menin
Gustavo Moura

Aspectos Socioeconômicos do Haiti

  O Haiti oficialmente República do Haiti, é um país das Caraíbas que ocupa o terço ocidental da ilha Hispaniola (ou Ilha de São Domingos), possuindo uma das duas fronteiras terrestres da região, a fronteira que faz com a República Dominicana, a leste. Além desta fronteira, os territórios mais próximos são as Bahamas e Cuba a noroeste, Turks e Caicos a norte, e Navassa a sudoeste. A capital é Porto Príncipe (Port-au-Prince).
História
Os primeiros humanos nesta ilha, conhecida como Quisqueya pelos índios arauaques (ou taínos) e caraíbas,[5] chegaram à ilha há mais de 7000 anos. Em 5 de dezembro de 1492, Cristóvão Colombo chegou a uma grande ilha, à qual deu o nome de Hispaniola. Mais tarde passou a ser chamada de São Domingos pelos franceses. Dividida entre dois países, a República Dominicana e o Haiti, é a segunda maior das Grandes Antilhas, com a superfície de 76.192 km² e cerca de 9 milhões de habitantes. Com 641 quilômetros de extensão entre seus pontos extremos, a ilha tem formato semelhante à cabeça de um caimão, pequeno crocodilo abundante na região, cuja "boca" aberta parece pronta a devorar a pequena ilha de La Gonâve. O litoral norte abre-se para o oceano Atlântico, e o sul para o mar do Caribe (ou das Antilhas).
A Ilha Hispaniola foi visitada por Cristóvão Colombo em 1492. Já no fim do século XVI, quase toda a população nativa havia desaparecido, escravizada ou morta pelos conquistadores.
A parte ocidental da ilha, onde hoje fica o Haiti, foi cedida à França pela Espanha em 1697. No século XVIII, a região foi a mais próspera colónia francesa na América, graças à exportação de açúcar, cacau e café.
Após uma revolta de escravos, em 1794, o Haiti tornou-se o primeiro país do mundo a abolir a escravidão. Nesse mesmo ano, a França passou a dominar toda a ilha. Em 1801, o ex-escravo Toussaint Louverture tornou-se governador-geral, mas, logo depois, foi deposto e morto pelos franceses. O líder Jean Jacques Dessalines organizou o exército e derrotou os franceses em 1803. No ano seguinte, foi declarada a independência (o segundo país a se tornar independente nas Américas) e Dessalines proclamou-se imperador.
Como forma de retaliação, em 1804, os escravistas europeus e estadunidenses mantiveram o Haiti sob bloqueio comercial por 60 anos.
Em 1815 Simon Bolívar refugiou-se no Haiti, após o fracasso de sua primeira tentativa de luta contra os espanhóis. Recebeu dinheiro, armas e pessoal militar, com a condição de que abolisse a escravidão nas terras que libertasse.
Posteriormente, para pôr fim ao bloqueio, o Haiti, sob o governo de Jean Pierre Boyer, cercado pela frota da ex-metrópole, concordou em assinar um tratado pelo qual seu país pagaria à França a quantia de 150 milhões de francos a título de indenização. A dívida depois foi reduzida para 90 milhões, mas assim mesmo isso exauriu a economia do país.
Após período de instabilidade, o Haiti foi dividido em dois e a parte oriental - atual República Dominicana - reocupada pela Espanha. Em 1822, o presidente Jean-Pierre Boyer reunificou o país e conquistou toda a ilha. Em 1844, porém, nova revolta derrubou Boyer e a República Dominicana conquistou a independência.
Da segunda metade do século XIX ao começo do século XX, 20 governantes sucederam-se no poder. Desses, 16 foram depostos ou assassinados. Tropas dos Estados Unidos ocuparam o Haiti entre 1915 e 1934, sob o pretexto de proteger os interesses norte-americanos no país. Em 1946, foi eleito um presidente negro, Dusmarsais Estimé. Após a derrubada de mais duas administrações governamentais, o médico François Duvalier foi eleito presidente em 1957.
A ditadura de Duvalier
François Duvalier, conhecido como Papa Doc, apoiado pelos Estados Unidos no contexto da Guerra Fria, instaurou feroz ditadura, baseada no terror policial dos tontons macoutes (bichos-papões) - sua guarda pessoal -, e na exploração do vodu. Presidente vitalício, a partir de 1964, Duvalier exterminou a oposição e perseguiu a Igreja Católica. Papa Doc morreu em 1971 e foi substituído por seu filho, Jean-Claude Duvalier - o Baby Doc.
Em 1986, Baby Doc decretou estado de sítio. Os protestos populares se intensificaram e ele fugiu com a família para a França, deixando em seu lugar o General Henri Namphy. Eleições foram convocadas e Leslie Manigat foi eleito, em pleito caracterizado por grande abstenção. Manigat governou de fevereiro a junho de 1988, quando foi deposto por Namphy. Três meses depois, outro golpe pôs no poder o chefe da guarda presidencial, General Prosper Avril.
Eleito o padre Aristide
Depois de mais um período de grande conturbação política, foram realizadas eleições presidenciais livres em dezembro de 1990, vencida pelo padre salesiano Jean-Bertrand Aristide, ligado à teologia da libertação. Em setembro de 1991, Aristide foi deposto num golpe de Estado liderado pelo General Raul Cedras e se exilou nos EUA. A Organização dos Estados Americanos (OEA), a Organização das Nações Unidas (ONU) e os EUA impuseram sanções econômicas ao país para forçar os militares a permitirem a volta de Aristide ao poder.
Em julho de 1993, Cedras e Aristide assinaram pacto em Nova York, acordando o retorno do governo constitucional e a reforma das Forças Armadas. Em outubro de 1993, porém, grupos paramilitares impediram o desembarque de soldados norte-americanos, integrantes de uma Força de Paz da ONU. O elevado número de refugiados haitianos que tentavam ingressar nos EUA fez aumentar a pressão americana pela volta de Aristide. Em maio de 1994, o Conselho de Segurança da ONU decretou bloqueio total ao país. A junta militar empossou um civil, Émile Jonassaint, para exercer a presidência até as eleições marcadas para fevereiro de 1995. Os EUA denunciaram o ato como ilegal. Em julho, a ONU autorizou uma intervenção militar, liderada pelos EUA. Jonaissant decretou estado de sítio em 1º de agosto.
Em setembro de 1994, força multinacional, liderada pelos EUA, entrou no Haiti para reempossar Aristide. Os chefes militares haitianos renunciaram a seus postos e foram amnistiados. Jonaissant deixou a presidência em outubro e Aristide reassumiu o País com a economia destroçada pelo bloqueio comercial e por convulsões internas.
No período de 1994-2000, apesar de avanços como a eleição democrática de dois presidentes, o Haiti viveu mergulhado em crises. Devido à instabilidade, não puderam ser implementadas reformas políticas profundas.
A eleição parlamentar e presidencial de 2000 foi marcada pela suspeita de manipulação por Aristide e seu partido. O diálogo entre oposição e governo ficou prejudicado. Em 2003, a oposição passou a clamar pela renúncia de Aristide. A Comunidade do Caribe, Canadá, União Europeia, França, Organização dos Estados Americanos e Estados Unidos, apresentaram-se como mediadores. Entretanto, a oposição refutou as propostas de mediação, aprofundando a crise.
Em fevereiro de 2004, ex-integrantes do exército haitiano (tontons macoutes) deram início a um levante militar em Gonaives, espalhando-se por outras cidades nos dias subsequentes. Gradualmente, os revoltosos assumiram o controle do norte do Haiti. Apesar dos esforços diplomáticos, a oposição armada ameaçou marchar sobre Porto Príncipe, onde se preparava uma resistência pro-Aristide.
Deposição de Aristide e a MINUSTAH
Aristide foi retirado do país por militares norte-americanos em 29 de fevereiro, contra sua vontade, e conseguiu asilo na África do Sul. De acordo com as regras de sucessão constitucional, o presidente do Supremo Tribunal (Cour suprême), Bonifácio Alexandre, assumiu a presidência interinamente e requisitou, de imediato, assistência das Nações Unidas para apoiar uma transição política pacífica e constitucional e manter a segurança interna. Nesse sentido, o Conselho de Segurança (CS) aprovou o envio da Força Multinacional Interina (MIF), liderada pelo Brasil, que prontamente iniciou seu desdobramento.
Considerando que a situação no Haiti ainda constitui ameaça para a paz internacional e a segurança na região, o CS decidiu estabelecer a Missão das Nações Unidas para a Estabilização no Haiti (MINUSTAH), que assumiu a autoridade exercida pela MIF em 1º de junho de 2004. Para o comando do componente militar da MINUSTAH (Force Commander) foi designado o General Augusto Heleno Ribeiro Pereira, do Exército Brasileiro, posteriormente sucedido pelo General Urano Teixeira da Mata Bacelar que morreu no Haiti em Janeiro de 2006.[6] O efetivo autorizado para o contingente militar é de 6700 homens, oriundos dos seguintes países contribuintes: Argentina, Benim, Bolívia, Brasil, Canadá, Chade, Chile, Croácia, França, Jordânia, Nepal, Paraguai, Peru, Portugal, Turquia e Uruguai.
Terremoto de 2010
Em 12 de janeiro de 2010, um terremoto de proporções catastróficas, com magnitude sísmica 7,0 na escala de magnitude de momento[7] (7.3 na escala de Richter[8]), atingiu o país a aproximadamente 22 quilômetros da capital, Porto Príncipe. Em seguida, foram sentidos na área múltiplos tremores com magnitude em torno de 5.9 graus. O palácio presidencial, várias escolas, hospitais e outras construções ficaram destruídos após o terremoto e estima-se que 80% das construções de Porto Príncipe foram destruídas ou seriamente danificadas. O número de mortos não é conhecido com precisão. Em 3 de fevereiro, o Premiê Jean-Max Bellerive afirmou que já passa de 200 mil o número de óbitos, e o número de desabrigados pode chegar aos três milhões. Diversos países disponibilizaram recursos em dinheiro para amenizar o sofrimento do país mais pobre do continente americano. O presidente norte-americano Barack Obama, afirmou logo após a tragédia que o povo haitiano não seria esquecido, obrigando a comunidade internacional a refletir sobre a responsabilidade dos países que exploraram e abandonaram o Haiti.[9] Segundo as Nações Unidas, o sismo foi o pior desastre já enfrentado pela organização desde sua criação em 1945.[10]
Geografia
O terreno do Haiti consiste principalmente de montanhas escarpadas com pequenas planícies costeiras e vales fluviais. O leste e a zona central é um grande planalto elevado.
A maior cidade é a capital, Porto Príncipe, com dois milhões de habitantes, seguindo-se-lhe Cap-Haïtien com 600 000. O Haiti encontra-se na placa Caribenha, que possui, relativamente, um pequeno tamanho quando comparadas as placas Sul-americana e Norte Americana. Estas "comprimem" a placa Caribenha e faz com que a região do Haiti se torne instável e propensa a terremotos. A incidência de falhas é o fator agravante, uma vez que um simples movimento para cima ou para baixo faça com que os tremores sísmicos gerem uma grande catástrofe.
Demografia
Embora a densidade populacional do Haiti seja em média 270 hab./km², a sua população está concentrada nas zonas urbanas, planícies costeiras e vales. Cerca de 80-85% dos haitianos são de ascendência africana. O resto da população é principalmente mulata, de ascendência mista caucasiana-africana. Uma minúscula minoria descende diretamente europeus ou levantinos. Cerca de dois terços da população vivem em áreas rurais.
O francês é uma das duas línguas oficiais, mas é falado só por cerca de 10% da população. Quase todos os haitianos falam krèyol (crioulo), a outra língua oficial do país.
Religião
O catolicismo romano é a religião de estado, professada pela maioria populacional. Houve várias conversões ao protestantismo sendo agora essa a segunda mais popular religião do país. Muitos haitianos também praticam tradições vodu, sem ver nelas nenhum conflito com a sua fé cristã.
A padroeira do Haiti, na Igreja Católica, é Nossa Senhora do Perpétuo Socorro.
Política
A constituição foi introduzida em 1987 e teve como modelo as constituições dos Estados Unidos e da França. Foi parcial ou completamente suspensa durante alguns anos, mas voltou à plena validade em 1994.

Cesar, Maria Fernanda e Alberto
Bibliografia: